
Crónicas
Romances
O blog da Turma A do 9º ano para Alunos, Pais e Professores.

Um cientista, um filósofo e um avicultor acreditam ter resolvido um dos mais velhos e populares enigmas da humanidade: Quem apareceu primeiro, o ovo ou a galinha? Os dois pensadores e o avicultor defendem que foi o ovo, segundo uma notícia hoje divulgada no jornal inglês The Times, escreve a Lusa.
Em síntese, é este o argumento: o material genético não se transforma durante a vida do animal, mas a primeira ave que no decorrer da evolução se converteu ao que chamamos hoje galinha existiu primeiro como embrião dentro de um ovo .
Para o professor John Brookfield, especialista em genética da evolução na Universidade de Nottingham (Inglaterra), a resposta ao enigma é muito clara.
O organismo vivo no interior do ovo tinha o mesmo DNA do animal em que se converterá pelo que «a primeira coisa viva que podemos qualificar sem equívocos como membro dessa espécie é o ovo».
Por outro lado, David Papineau, um especialista em filosofia da ciência no «King's College», concorda com o seu colega: «o primeiro pinto saiu de um ovo, e é um erro pensar que o primeiro ovo de galinha foi um mutante produzido por pais de outra espécie.
«É um ovo de galinha se no seu interior estiver um pinto», disse Papineau, acrescentando que num plano hipotético «se um canguru pusesse um ovo, e dest e saísse uma avestruz, o ovo seria de avestruz e não de canguru».
O jornal cita ainda Charles Bourns, presidente de um organismo do sector avícola, que também quis contribuir para o debate: «Os ovos existiam antes de nascer o primeiro pinto embora talvez não tivesse o aspecto dos de hoje».
Publicada por PedroM em 18:36




O Museu dos Transportes acolhe a estreia da 35ª produção da companhia O Teatrão, com encenação e direcção artística de António Fonseca.
“Gil Vicente? Samicas…” junta excertos de seis obras do “pai” do teatro português e resulta numa “espécie de viagem a várias coisas do Gil Vicente, numa perspectiva sobretudo cómica, da farsa, do cómico de personagem, do cómico de situação e da questão de mentalidade”, refere António Fonseca.
“A maior parte das peças de Gil Vicente é uma passerelle de tipos, uma espécie de teatro de revista”, adianta. Margarida Sousa, um dos quatro elementos que compõem o elenco, esclarece que “são personagens tipo, cada uma com características muito marcadas.”
“Auto da Barca do Inferno” ocupa o papel nuclear neste espectáculo, porque “em termos de estrutura, é muito típico do teatro de Gil Vicente”, explica o encenador.
Para além disso, “A Barca” é estudado nos programas escolares, razão que coloca o espectáculo essencialmente “focado no público escolar”. Para António Fonseca, o que na escola é apenas uma “abordagem literária e linguística”, ganha “dimensão”, pois é posta em movimento. Todavia, ressalva: “não nos substituímos à função da Escola. Nós fazemos uma abordagem teatral.”
“O título é uma coisa polissémica”
A escolha do título “Gil Vicente? Samicas…” está associada a uma das cenas de “Auto da Barca do Inferno”, na qual ‘samicas’ significa ‘talvez’ ou ‘se calhar’.
Segundo António Fonseca, ” ‘samicas’ é uma palavra muito paradigmática de Gil Vicente. Tem um diálogo do nosso tempo com outro tempo. O título tem vários sentidos.”
Gil Vicente: do papel ao palco
Durante cerca de três semanas, elenco e encenador trabalharam na selecção dos excertos que integram o guião: “Auto da Alma”, “Auto da Barca do Inferno”, “Auto do Purgatório”, “Quem tem farelos”, “Comédia de Rubena” e “Auto das Fadas”.
Ao longo dos cerca de 75 minutos de espectáculo, Cláudia Carvalho, Filipe da Costa, Margarida Sousa e Ricardo Brito desdobra-se em múltiplas personagens. Ricardo Brito considera que desempenhar “uma personagem já é muito complicado”, mas que “fazer quatro, cinco, seis personagens não é proporcional”. Margarida Sousa corrobora o colega e acrescenta: ” acima de tudo temos de estar preocupados com o jogo entre as personagens.”
Com direcção de produção de Isabel Craveiro, “Gil Vicente? Samicas…” vai estar em cena até 10 de Novembro no Museu dos Transportes, em simultâneo ou em alternância com outros projectos da companhia.






Formação Cívica - Exploração infantil
Entre 15 e 19 deste mês, Coimbra recebe a 8.ª Festa do Cinema Francês. Um fogo de artifício de 16 longas-metragens, que apresenta as mais importantes obras francesas do ano numa tentativa de mostrar o cinema francês aos portugueses. O evento é já muito conhecido em todo o País. É um festival de antestreias com filmes para o grande público, mas também produções independentes e primeiros filmes, de todos os estilos e géneros, apresentados pela sua qualidade, originalidade, modernidade e potencial comercial. Mostrar, dar a conhecer esta ampla produção – 220 filmes de longa-metragem são produzidos em média em França por ano desde o final dos anos 90 –, promover o dinamismo e a criatividade da cinematografia francesa, defender a diversidade cultural e linguística, tais são as outras missões desta Festa. E porque o cinema produzido em França é multicultural, poliglota, europeu e mundialista, a Festa vai incluir também cinematografias de outras culturas, como «A Carta» e «Vou para casa» de Manoel de Oliveira ou «Onde jaz o teu sorriso» de Pedro Costa, mas também «Inland Empire» de David Lynch, «Kilomètre Zero» de Hani Saleem, «Persepolis» de Marjane Satrapi e «2046» de Wong Kar Wai, entre outros. Desde a sua origem, em 2000, o festival contou com 85 mil espectadores — cerca de 19 mil em 2006 —, seguindo uma curva de procura em crescimento regular. Graças ao impacto da sua campanha de comunicação em todos os media, é hoje conhecido por um universo de 750 mil adultos com mais de 18 anos de idade e consta das agendas culturais do País. O evento é organizado pelo Instituto Franco-Português de Lisboa e Embaixada de França em Portugal.
Publicada por por laura s. no seu blog em Sexta-feira, Outubro 05, 2007
Etiquetas: Quantas patas tem o elefante?